para compartilhar sabores e lembranças olfativas daqui e de outras terras...como o nhoque da nona, o arroz com bacalhau de vovô, as almondegas de minha mãe, o risoto de linguiça do meu pai, o thanksgiving dinner da mammy, o german chocolate cake da cindy, o doce de leite de tia mercedes, o doce de cidra da aninha, o doce de mamão da célia, o doce de pera da margarida, as pimentas da celha, os bolos da semiramis, os patês da rosana e por ai vai....


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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

araçá amarelo e Drummond

para comemorar o dia D, de Drummond,
trago o araça amarelo, uma frutinha do mato, que tenho plantada aqui no pomar.
a mudinha, bem pequenina, ganhei de um amigo querido, confesso que achei que nem iria para frente, pois se tratava de uma mudinha miúda, bem franquinha, daquelas que vem no cartucho de papelão e que são doadas em eventos.


minha persistência com mudinha, me brindou com uma bela árvore, ainda pequena, mas neste ano já carregou de frutos cor de ouro


















  
alguns frutos servi in natura, bem geladinhos.
a outra parte fiz um docinho.
um docinho exatamente como eu fazia quando era garota e o velho pé de araçá vermelho do quintal  se enchia de frutos.
bem, quase 40 anos se passaram, entre um doce e outro.
a vida deu muitas voltas, antes eu subia na árvore e balançava o tronco para derrubar os frutos, hoje fico atenta para não me desequilibrar na hora de apanhar os frutos da pequenina árvore, mas o que importa é  que a  memória do doce de araçá permaneceu intacta.

doce de araçá amarelo

fazer uma calda com açúcar e água, quando começar engrossar colocar os frutos em metades e alguns cravos, cozinhar até que a calda volte a engrossar e os frutos estejam macios.
servir com queijo branco ou como calda de sorvetes.



Antologia
Guardo na boca os sabores

da guabiroba e do jambo,

cor e fragrância do mato, colhidos no pé. Distintos.

Araticum, araçá,

ananás, bacupari,

jatobá...todos reunidos

congresso verde no mato,

e cada qual separado,

cada fruta, cada gosto

no sentimento composto

das frutas todas do mato

que levo na minha boca

tal qual me levasse o mato.


Carlos Drummond de Andrade, "Antologia", in Boitempo, coletânea de poemas escritos entre os anos de 1968, 1973 e 1979.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

as estações

"Era uma vez um dia de outono com muito vento, um homem ao passar defronte a uma árvore notou que suas folhas estavam secas, amareladas e caindo, e pensou: esta árvore deve estar doente, perdendo sua copa, logo deve morrer...

Passou-se um tempo e num dia frio do inverno, este mesmo homem passou defronte a mesma árvore e viu que ela estava seca, sem folhas, com um aspecto sem graça e pensou: mas que coisa feia como deixam uma árvore destas aqui, porque não a retiram?

Algum tempo depois, numa manhã de primavera, aquele homem, passando no mesmo lugar reparou que aquela árvore estava carregada de brotos e flores, ficou surpreso pois imaginou que ela estaria morta, mas estava cheia de vida...

Mais alguns meses se seguiram e ele ao passar por ali deparou com uma árvore frondosa, completamente coberta por uma folhagem verde exuberante, com ninhos repletos de pássaros em seus galhos, frutos abundantes e uma sombra generosa na qual ele se sentou para apreciar aquela maravilha da natureza, que ele nunca havia notado e agora era a coisa mais bonita que já havia visto.

Assim como as árvores, não devemos julgar as pessoas ou a própria vida, apenas por uma estação, a essência do que se é, muitas vezes só será constatada ao final de um ciclo, como no momento em que as estações do ano se completam.

Da mesma forma não vamos desistir apenas por estarmos numa estação difícil, a vida nos proporciona as outras estações e não devemos permitir que a dor de uma estação destrua as expectativas, promessas, belezas e alegrias das outras estações.

Melhores tempos virão."

adaptado por nick



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quinta-feira, 7 de julho de 2011

o plátano mutilado pela CPFL


todos aqueles que seguem e lêem este espaço conhecem nosso carinho e dedicação com as nossa plantas.

infelizmente, nosso plátano foi sumariamente mutilado.

num progama de podas, a empresa CPFL- Piratininga responsável pelos serviços na nossa região, cumprindo seu programa de manutenção, suspendeu a energia para efetuar podas de árvores que estavam atrapalhando a rede elétrica.

como nosso plátano está plantando dentro na nossa propriedade, respeitando todos os limites das divisas, da rede elétrica aérea e da rede de água subterrânea, e como claramente mostrado em imagens já postadas aqui, inclusive estas duas fotos tiradas em janeiro deste ano em pleno verão, não estava causando nenhum tipo de problema.

caso estivesse, entendemos que deveríamos ter sido notificados para que tomassem providências, mas este não foi o caso.

fomos surpreendidos com o corte de um dos três grandes ramos da nossa belíssima árvore, por um funcionário da empresa ou a mando dela, que entrou em nossa propriedade e efetuou o corte. ainda que não tenhamos muros, nosso direito de propriedade deve ser respeitado, ninguém deve entrar nela sem nossa autorização e muito menos entrar para causar danos.

jamais fomos notificados, ninguém bateu a nossa porta informando de qualquer problema que a árvore estaria causando ou anunciando o drástico procedimento.

estamos tristes, magoados, nos sentimos aviltados, além de ter nossa privacidade invadida tivemos nosso plátano drasticamente mutilado.

e agora...
só nos resta buscar os reparos legais, ter todo o trabalho e onus de uma ação.

amigos, leitores e seguidores faremos o que for possível para punir os responsáveis por esta ação lamentável, mas infelizmente nosso plátano jamais será o mesmo.

estamos tristes, muito tristes...

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

colorindo a vida - alaranjado: laranja kinkan

a Glorinha escolheu alaranjado para hoje, então vamos de laranjinha...

estamos em plena safra da laranjinha kinkan ou ouro, como se diz no Japão. o curioso é que a fruta (Fortunella margarita) não é do gênero dos cítricos e sim do das fortunellas.
para quem não conhece a frutinha, a casca também é comestível e dependendo da região e do solo pode ser mais ou menos ácida. as daqui do meu jardim são graúdas e bem docinhas.
eu, particularmente, gosto muito da laranjinha "in natura".
bem, neste ano, nossa pequena árvore produziu pela primeira vez e relativamente bem, o suficiente para comer laranjinha a vontade e ainda sobrar para um docinho de laranjas.

nossa pequena árvore de kinkan, frutos e a colheita de um dia


doce de laranjinha kinkan

laranjinhas cortadas em 4 sem sementes ( 3 xícaras)
1 xícara de açúcar
1/4 de xícara de agua
cravos da índia

levar ao fogo baixo até começar a formar calda, como a laranjinha é muito macia o processo é muito rápido. coloque em vidros esterilizados e conserve em geladeira.
servir com queijo branco ou creme de leite.

geleia de kinkan

Ingredientes:

laranja kinkan(uso uma embalagem)+ou-600g
água até cobrir
açúcar a gosto
suco de 3 ou 4 laranjas

Modo de fazer:

Lave as laranjinhas e corte-as em pedaços retirando todo o caroço.
Coloque em uma panela cubra-as com água e deixe cozinhar, não leva muito tempo pois as laranjinhas amolecem logo.
Assim que esfriar bata-as no liquidificador e volte a panela adicionando o açúcar e o suco de laranja,deixe cozinhar até atingir a consistência de geleia.Se quiser corte tirinhas bem fininhas da casca das laranjas usadas no suco e cozinhe junto fica maravilhoso.

esta receita é da Gula Guloseima, quem fez e me deu, foi minha amiga Semiramis.
a geleia é perfeita tanto para acompanhar um prato salgado bem como para ser servida assim com o chá e torradinha.
parece que não só aqui, lá na casa dela, a safra também foi boa!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

árvore do natal

esta é a minha árvore do natal...



é uma acácia imperial que está plantada no meu jardim,

todo final de ano ela fica assim,

com os cachos amarelos e praticamente sem folhas.

a acácia imperial (Cassia ferruginea) é também conhecida com chuva de ouro.

é uma árvore que simboliza a imortalidade.

domingo, 2 de agosto de 2009

plátano no inverno

Voltei mais uma vez para falar sobre o plátano...

Desta vez quero destacar que o plátano é um excelente aliado à arquitetura. Como vocês notaram, no verão, sua copa completamente cheia de folhas absorve a radiação solar e proporciona uma agradável sombra que resfria o ar que entra em casa; agora no inverno, quando ele perde todas as suas folhas, de forma generosa permite que o sol transpasse pelos seus galhos e entre na edificação, aquecendo-a.

Muito embora ele possua estas importantes qualidades que podem ser bem utilizadas em projetos arquitetônicos, este exemplar não está muito perto de nossa casa, pois ele também possui outras propriedades nem tanto agradáveis.
Na primavera, a próxima estação, este pequenos frutos liberam partículas que para algumas pessoas podem causar alergia. Para evitar este tipo de problema eu plantei-o a uma certa distância, o que me pareceu acertado, pois de nossa varanda podemos apreciá-lo por inteiro sem que ninguém espirre!

nick

sábado, 4 de julho de 2009

meu pé de laranja lima

bem, este pé de laranja lima tem mais de 23 anos, ele um dos remanescentes do pomar que tínhamos, onde hoje construimos nossa casa, me lembro muito bem que fomos no Ceasa em SP, e enchemos o porta malas de mudinhas, vários tipos de laranjas, limões, pêssego, caqui, manga, varias frutíferas; fizemos um croqui, e resolvemos que em cada final final de semana, faríamos uma coisa, mas antes de tudo tínhamos que resolver o problema da água para regar estas plantas todas, ai o Nick e eu (mais o Nick do que eu) fizemos as valetas e puxamos as tubulações, fizemos a ligações das torneiras em alguns pontos e pronto, tínhamos água, dai em diante foi abrir as covas, adubar, dar o tempo de maturação e plantar. foram cinquenta mudas de árvores frutíferas que produziram durante quase vinte anos.
mas ..voltando a laranja lima, como eu queria muito ter o prazer de ter um pé de laranja, próximo da janela do meu quarto, sentir o aroma das flores brancas na floração, este foi plantado afastado do pomar. foi muito bem, esta lindo até hoje, bem velho mas produzindo muito, com frutas muito, mas muito doces mesmo.
foi o único pé de laranja que sobrou, porque infelizmente o de lima da pérsia, que adoro, que também estava lindo e produzindo teve que ser derrubado para fazer a churrasqueira. já replantamos outras árvores porque as originais foram sendo erradicadas, as novas estão indo bem, muitas já produzem.

domingo, 17 de maio de 2009

plátano no outono

Bem...
como eu havia dito em fevereiro, o plátano vive intensamente todas as estações do ano.
Agora no outono, suas folhas perdem aquele verde intenso e ficam com uma linda coloração avermelhada, depois tendem ao amarelo e marrom quando secam de vez e caem. Essas folhas são chamadas de caducas ou decíduas, isto é, todo ano caem e se renovam.

O chão fica tomado pelas folhas, dá um certo trabalho recolher a folhagem seca, mas vale a pena ter uma árvore destas e apreciá-la em todos seus estágios.
Talvez possamos tomá-la como exemplo para aplicarmos em nossas vidas, isto é, em vez ficarmos apegados àquilo que não nos serve mais, carregando um peso (emocional ou material) desnecessário, vamos renovar essa carga e deixar que o vento leve a antiga para longe...
nick

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

plátano

se há uma árvore que vive plenamente as quatro estações do ano, ela é o plátano...
agora no verão, suas folhas de formato característico, apresentam um verde intenso, produzindo uma sombra compacta, refrescando tudo o que está sob sua copa, alguns autores dizem que se trata de uma árvore de sombra por natureza.
eu pedi licença à angela para escrever este post porque eu tenho um carinho especial por esta árvore que plantei no nosso jardim, ela tem cerca de 4 anos e aproximadamente 8 m de altura (elas podem chegar a 30 m).
também conhecida por maple tree, é dela que se extrai o maple syrup, que eu também adoro e a angela qualquer dia vai postar alguma receita com ele, a juh chegou e trouxe um vidro novinho.
aos poucos vocês vão sabendo porque eu disse que o plátano vive intensamente todas as estações...
nick