para compartilhar sabores e lembranças olfativas daqui e de outras terras...como o nhoque da nona, o arroz com bacalhau de vovô, as almondegas de minha mãe, o risoto de linguiça do meu pai, o thanksgiving dinner da mammy, o german chocolate cake da cindy, o doce de leite de tia mercedes, o doce de cidra da aninha, o doce de mamão da célia, o doce de pera da margarida, as pimentas da celha, os bolos da semiramis, os patês da rosana e por ai vai....


domingo, 26 de agosto de 2012

para refletir: o ponto negro

nestes últimos dias tenho me esquecido de olhar para o resto da folha....e você tem olhado para o resto da folha??

 

Um ponto preto

Certo professor entrou na sala de aula e propôs uma prova surpresa. Todos ficaram assustados. O professor, como de costume, entregou a prova virada para baixo. Quando puderam ver, para surpresa de todos, não havia uma só pergunta. Havia apenas um ponto preto no meio da folha.


O professor, analisando a expressão surpresa de todos, disse: "Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo." Os alunos confusos começaram a difícil tarefa.


Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas. Colocou-se em frente à turma e começou a ler as redações em voz alta. Todas, sem exceção, concentraram-se no ponto preto, tentando dar explicações plausíveis, por sua presença no centro da folha. Após ler todas, a sala em silêncio, ele disse: "Esse teste não será para nota, apenas serve de lição".


Ninguém falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto preto. Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar, aproveitar. Mas, sempre nos centralizamos nos pontos pretos.


A vida é um presente de DEUS, dado a cada um de nós com extremo carinho e cuidado. Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova. Os amigos que se fazem presentes. O emprego que nos dá sustento. Os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto preto. O problema de saúde que nos preocupa. A falta de dinheiro. O relacionamento difícil com um familiar. A decepção com as pessoas. Os pontos pretos, no entanto, são mínimos diante de tudo aquilo o que recebemos diariamente de bem e de bom. Mas, são eles, os insistentes pontos pretos, que povoam nossa mente.


É preciso tirar os olhos dos pontos pretos, só assim será possível enxergar a imensidão de coisas boas, de luz, de amor e bençãos que estão espalhadas ao seu redor.




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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

vagem do quintal

minha horta acabou...
estas vagens foram colhidas em maio e de lá prá cá não plantamos mais nada.

 
o marido prometeu preparar a terra para um novo plantio, mas não adianta ter pressa.
temos que espera esta seca passar.


 aqui parte da colheita

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domingo, 19 de agosto de 2012

pasta na manteiga e medalhão


desde 14 de maio só sufoco....
primeiro a minha queda, a cirurgia, a recuperação super lenta, difícil e dolorida.
ainda estou longe de estar recuperada, mas já faço bastante coisas. 
meu sonho imediato é poder prender meu cabelo, ainda falta força e extensão suficiente para isto.
dirigir, talvez somente no ano que vem, mas como dizia minha tão querida amiga Welze, vamos devagar...um passo de cada vez.
segundo, neste período da minha recuperação, foram 5 internações da minha mãe, todas em estado grave, dias muito complicados.
esta situação me pegou sem condições físicas e emocionais, mas felizmente pude contar com meu marido, filhos e com meu irmão, sou imensamente grata a eles.
confiante que esta maré passe logo, estou voltando a blogar, saudades imensas de vocês.
grata por não terem me abandonado.

para começar algo bem simples. 


não é nem receita é puro confort food para matar a saudade da comida de casa.
apenas parafuso cozido al dente salteado na manteiga e medalhão grelhado com manteiga de ervas.
puro alento!!


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domingo, 5 de agosto de 2012

para refletir com Jorge Luís Borges - instantes

tenho vivido dias muito duros, desde 08 de julho a saúde da minha mãe está muito complicada.
mas ela segue lutando, embora esteja na UTI e eu sigo ao seu lado.
me perdoem a ausência...

























INSTANTES

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da vida, claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas já viram, tenho oitenta e cinco anos e sei que estou morrendo.

(Jorge Luís Borges)

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sábado, 7 de julho de 2012

para refletir com Eliana Holtz: ouvi dizer

adorei o que li no blog gavetas poéticas
espero que gostem!

Ouvi dizer
Tem horas que a gente inventa o que não existe,
 para não sofrer de realidade.
E vai por ai, de bem-me-quer  em  mal-me-quer se desfolhando,
A gente inventa um jeito de não morrer de solidão,
se faz  em voz no mundo e proclama em desertos.
A gente inventa reinos,
e acredita em  verdades alheias,
e cai em braços sonsos.
Tem horas que a gente inventa a realidade, 

para não descobrir-se forjado demais,
e vai por ai querendo um colo quente,
e braços que sempre nos esperaram,
proclamando verdades vivas,
as nossas.
Tranca a porta dos reinos,
e prefere ter casa para voltar,
e acaba de um jeito ou de outro,
aprendendo a cuidar das próprias feridas.
E fica forte para ter outras,
e aprende a deixar-se cuidar.
A gente sabe que precisa viver,
e vai hasteando o coração,
libertando a alma do mosto,
deixando as marcas do rosto,
entregues ao fluxo do tempo.
E que mal há em ter um tanto de ternura em meio a gente tão certeira?
História a gente inventa,
mas a nossa, a gente conta...


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

rocamboles - mais do mesmo

como não posso ficar escrevendo longas postagens, optei por postar novas fotos de receitas já postadas, mas que vivo repetindo: mais do mesmo.
este rocamboles foram feitos para levar em aniversários dos amigos e almoços com a turma.


aqui os rocamboles recém enrolados


estes foram recheados com amendoim e doce de leite, salpiquei açúcar de confeiteiro e amendoim moído

este foi recheado com doce de leite e nozes

a receita você pode encontrar aqui
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

pão de ervas - mais do mesmo

voltando aos poucos...pelo menos já digitando com mão direita


hoje, sete semanas após ao acidente,sinais de  boas melhoras, menos dor durante o dia, porém ainda grande incomodo durante as noites. chego da fisioterapia acabada.além do trabalho junto as articulações do ombro, cotovelo e punho.iniciei uma nova fase, trabalhar o musculo que foi aberto para permitir acesso à fratura. pouco a pouco tudo vai se acertando, indo bem. estou confiante!
grata pelo carinho, pelas mensagens de melhoras. grata de coração.
 
só para não perder o costume, volto com um pão.
este pão fiz para um almoço, já nem me lembro exatamente quando foi, talvez na sexta feira santa ou na Pascoa?


nada de especial, apenas o velho pão de ervas com cobertura de tomates italiano picadinho, sal grosso e tomilho


a receita voce pode conferir aqui
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sábado, 30 de junho de 2012

para refletir com Cora Coralina: o tempo muito me ensinou

o que mais tenho feito ultimamente é dar tempo ao tempo e ser otimista. sendo assim, escolhi para hoje, compartilhar este poema de Cora Coralina.
espero que gostem.

 

O tempo muito me ensinou:
Ensinou a amar a vida,
Não desistir de lutar,
Renascer na derrota,
Renunciar às palavras e pensamentos negativos,
Acreditar nos valores humanos,
E a ser OTIMISTA.
Aprendi que mais vale tentar do que recuar....
Antes acreditar do que duvidar,
Que o que vale na vida,
Não é o ponto de partida e sim a nossa caminhada "

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quinta-feira, 28 de junho de 2012

re-postagem: almôndegas

esta é a maior memória culinária que tenho dos meus pais.
ontem fez 13 anos que que o pai nos deixou e este era o petisco que ele mais amava, talvez seja por isto que minha as faz tão bem.
por falar na D. Odete, ela está recuperando devagar depois de muitas crises, várias internações, ela é muito forte, além de forte, tem muita vontade de viver.
estas da foto, fui eu que fiz, não ficaram tão bonitas mas ficaram bem saborosas com o sabor da casa dos meus pais.


almôndegas da vó
postagem original aqui

1/2 k de patinho moído duas vezes
4 batatas médias cozidas e amassadas
1 ovo
sal e pimenta a gosto
cheiro verde, 2 dentes de alho e 1 cebola pequena (junto tudo no processador)
1/2 xícara de farinha de rosca
1/2 xícara farinha de milho peneirada

numa tigela tempere a carne moída como os temperos e misture o ovo, em seguida as batatas amassadas, regue com azeite, depois junte as farinhas, faça as bolinhas ou do formato que preferir.
frite em óleo quente, em fogo médio. estas fiz pequenas para aperitivo.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

apiário

gentileza gera gentileza, ainda bem que é assim...

durante muitos anos tanto eu como o marido comprávamos latinhas de cerveja ao redor do mundo durantes nossas viagens de trabalho e íamos colocando no nosso bar, aqui cabe um parenteses, quando nos casamos, o bar fazia parte do mobiliário do nosso primeiro apto.
tínhamos um a cantinho bem gostoso com banquetas e tudo bem ajeitadinho para preparar um blood mary ou servir um bourbon para os amigos, mas com o passar do anos, (diga-se chegada dos filhos) passamos a usar o bar muito pouco. virou quase que exclusivamente um aparador.
bem, mas voltando as latinhas, uma das prateleiras era separada para  guarda-las, depois de uns anos cansamos (entenda-se eu cansei de limpar as latinhas) e elas foram morar numa caixa de papelão. ficaram lá durante anos.
não tínhamos intenção de joga-las fora e esperamos para ver se alguem tinha interesse nesta enorme quantidade de latinhas angariadas no decorrer de mais de 20 anos.
o marido então, se lembrou do Gilberto e da Cláudia, que tem um restaurante maravilhoso e pensamos que eles poderiam aceitar as latinhas e  criar um ambiente bacana para elas.
no dia que a filha chegou de Londres, segundo ela, como fome  atrasada de comida da nossa terra, fomos almoçar lá e levamos as latinhas, a Cláudia adorou e prometeu fazer um cantinho para elas.

para me agradecer, a Cláudia preparou esta cesta de delicias como mel, pão de mel, rosquinhas, sequilhos, casadinhos de goiabada, tudo lá da lojinha do apiário.
adoramos, pois tudo que vem de lá é delicioso e de excelente qualidade.
se você for desta região ou da capital (aprox 130 km de distancia) e desejar um dia comer uma boa comida caseira ou um brunch super especial considere a ideia de visitar o apiário, tenho certeza que você não irá se arrepender.

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domingo, 24 de junho de 2012

para refletir: Índia - as quatro leis da espiritualidade

assim como na natureza, nada na vida é por acaso, nenhuma gota de chuva, nenhum floco de neve ou folha de arvore caem por acaso.
tudo tem seu propósito, tudo tem seu tempo.
pense nisto...
 
As Quatro Leis da Espiritualidade ensinadas na Índia

A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“.

Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.

Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“.

Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“.

Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

re-postagem: dicas de Buenos Aires

as férias estão chegando e a capital portenha pode ser uma excelente opção.
caso você deseje conhecer mais dicas, leia o post completo aqui.


alugar um apartamento temporário:

descobrimos que em Buenos Aires isto é muito fácil, tem excelentes opções, o mais difícil foi escolher a localização...na verdade, nós tínhamos interesse em três bairros, Barrio Norte, Recoleta e Palermo, por ordem de preferência, como resolvemos a viagem no começo do mês, os dois aptos que escolhemos na localização de nossa preferência já estavam ocupados para a data de nossa viagem. optamos então por Recoleta e não nos arrependemos, a localização era excelente entre dois shoppings e de fácil acesso para tudo, super bem servido de serviços, ônibus, supermercados, restaurantes, cafeterias, padaria. perfeito.

vista da sacada do apartamento em Recoleta
(em frente a embaixada da Itália e ao fundo o Rio de la Plata)
se você ficou curioso como isto funciona, existem alguns empresas muito bem recomendadas,roomargentina.com
apartmentsba.com
tucasaargetina.com
temporaryapartments.com
homesba.com
bytargentina.com
onde você escolhe o apartamento, faz a reserva via internet e paga o valor combinado em dólares apenas na assinatura do contrato (os valores vão de US$ 500 a US$ 1.200 por semana), entrega num envelope a caução em igual valor da locação, que será devolvido na saída.
os aptos são completamente montados, com roupas de cama e banho, cozinha completa, tv de lcd a cabo, computador, telefone, calefação e ar condicionado, são bem decorados e confortáveis.
usamos a Bytargentina e numa próxima oportunidade, sem sombra de dúvida voltaria ao mesmo apto.
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sábado, 16 de junho de 2012

para refletir com Adélia Prado: com licença poética

minha tão querida amiga Catarina me brindou com um pouco de Adélia Prado, gostei tanto que não pude deixar de compartilhar com vocês.
espero que gostem!


pé de café do quintal
 
Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
             Adélia Prado
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sexta-feira, 15 de junho de 2012

re-postagem: bolo de cafe

a Suh que faz aniversário hoje adora este bolo, uma pena, que eu não possa neste momento, lhe fazer um bolinho deste.
Suh querida, sucesso sempre. desejo que sua vida seja sempre muito feliz!


bolo de café

no liquidificador bater
2 ovos grandes
1/2 xícara de café sem açúcar
1/2 xícara de óleo de canola
depois de bem batido acrescente
4 colheres de sopa de chocolate em pó peneirado
bata mais um pouco
acrescente
8 colheres de sopa de açúcar peneirado
bata mais um pouco
numa tigela peneire
12 colheres sopa bem cheias de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
e misture delicadamente com a batida do liquidificador

unte uma assadeira redonda de 20 cm e leve para assar em forno médio

cobertura:

use a de sua preferência
neste usei 3/4 de xícara de açúcar + 3 colheres de leite + 2 colheres de sopa de chocolate + 1 colher de sobremesa de manteiga misturei tudo, aqueci e espalhei sobre o bolo.
 
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terça-feira, 12 de junho de 2012

re-postagem: bolo bem casado

adoro este bolo, simples de tudo mas muito saboroso


















bolo bem casado
postagem original aqui

4 claras em neve bem batidas
ir colocando as gemas uma a uma e bater por 3 mim, depois disto colocar 1 colher de chá de baunilha e 6 colheres de açúcar peneiradas, bater por mais 3 minutos, desligar a batedeira.
acrescentar 8 colheres de sopa de farinha de trigo peneiradas com 1 colher de sobremesa de fermento em pó, bem delicadamente e ir alternando com 2 colheres de água.
assar em forno médio, até fazer o teste do palito.
depois de frio rechear com leite condensado pré cozido e coco, ou outro recheio que desejar.
fazer uma nuvem de açúcar de confeiteiro

dica:
  • pode fazer a calda com 1 xícara açúcar de confeiteiro e 1 e 3/4 água e levar ao fogo até engrossar e substituir pelo açúcar de confeiteiro
  • ou usar o cortador e cortar o bolinhos do tamanho desejado, rechear, banhar na calda, deixar secar sobre a grade e depois embrulhar

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sábado, 9 de junho de 2012

para refletir com Arthur da Távola: afinidade

hoje quero falar de afinidade e agradecer.
felizmente o blog me proporcionou muitos encontros.
encontros que começaram com afinidade na cozinha e seguiram outros rumos, e mails, conversas por telefone, visitas, longos papos no facebook, visitas, encontros não virtuais, correntes solidarias... 
aqui encontrei muitas pessoas especiais, gente que é solidaria com as minhas dores e angustias, gente que vibra comigo, gente que aparece para para me dar forças, gente que não me abandona, mesmo quando não posso estar presente nos blogs, estas pessoas especias estão sempre por aqui, fazendo meu dia melhor e me dando força e alento para seguir em frente.
agradeço, de coração, todos vocês pelo carinho e atenção.
 
escolhi para  reflexão de  hoje, este texto perfeito de Arthur da Távola e para ilustrar a foto com a querida Léia, com quem tenho uma afinidade especial, uma afinidade de alma.




AFINIDADE

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.

É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.

Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.

A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.

Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?

A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.

Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.

Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.A
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.

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