para compartilhar sabores e lembranças olfativas daqui e de outras terras...como o nhoque da nona, o arroz com bacalhau de vovô, as almondegas de minha mãe, o risoto de linguiça do meu pai, o thanksgiving dinner da mammy, o german chocolate cake da cindy, o doce de leite de tia mercedes, o doce de cidra da aninha, o doce de mamão da célia, o doce de pera da margarida, as pimentas da celha, os bolos da semiramis, os patês da rosana e por ai vai....


sábado, 21 de novembro de 2015

doces suspiros


andei fazendo panetones, que só levam gemas, porem a receita precisa de um ajuste antes de postar

para aproveitar as claras suspiros são uma boa opção

gosto de aromatizar com suco de limão

a receita é simples 1 porção de clara para 3 de açúcar

raspinhas de limão

batedeira por 15 ou 20 minutos, até ficar uma massa grossa



















aqui já embaladinhos se você quiser ver a receita completa esta aqui




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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

cheesecake de amoras e goiabada


nunca fico sem ricota caseira na geladeira....
virou mexeu aparece cheesecake de sobremesa!


e quando é para dia a dia, nem coloco a cobertura, 
deixo sem nada e sirvo as coberturas em separado,
 assim cada um coloca a sua preferida


goiabada derretida e caldinha de amora


adoro o contraste do branquinho com o tingimento da amora


gosto de deixar as amoras quase inteiras "nadando" na caldinha


goiabada picadinha levada ao fogo com um pouco de água até ficar homogênea


por ser mais espessa esta cobertura fica bem ajeitadinha

a receita do cheesecake está aqui

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

pernil de panela com suco de laranja

adoro pernil de porco feito de panela...
talvez seja uma das figuras mais corriqueiras da minha culinária, acho a carne de porco super saborosa, fácil de fazer e as sobras rendem bons sanduíches.


nada de especial, nem tempero de véspera, apenas uma panela de fundo largo, um bom peso de pernil de 4 dedos de altura, sal grosso, suco de laranja, lascas de cebola, pimentão vermelho picado, alho e as ervas da horta, manjericão, tomilho, salsinha, cebolinha


levar tudo ao fogo sem água, assim que corar dos dois lados, tampar a panela, abaixar o fogo deixar os temperos dissolverem e irem cozinhado a carne, caso você perceba que a carne ainda não ficou macia, vá pingando água fervente aos poucos até que atinja a maciez desejada


paciência é tudo para ter um pernil destes, 
se você estiver atropelada, nem se atreva a testar esta receita, 
se tiver tempo, não deixe de fazer, fica muito saboroso


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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

baguete rustica #134


uma variação do no knead bread.
o pão ficou famoso, o original orienta assar em panela de ferro com tampa, porem como não tenho panela de ferro com tampa, nunca fiz desta forma, sempre faço moldado, fica um pão bem interessante, porem é bem difícil dar uma forma mais definida devido a alta hidratação do pão, mesmo esparramado ou bola fica bonito.
como gosto muito do sabor do pão, resolvi testar em baguetes.
deu certo, porém é necessário mais ou menos mais um xícara de farinha para deixar a massa mais consistente e estruturada para  permitir a moldagem.

























baguete rustica

receita ligeiramente adaptada daqui

3  xícaras de farinha de trigo branca
mais quase 1 xícara de farinha de trigo para modelagem
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sobremesa de sal
1 e 1/2 xícara de água mineral
1 colher de sobremesa de fermento biológico em pó seco 

num bowl misture os secos e por ultimo os líquidos, misture por aproximadamente 1 min até agregar completamente, polvilhe farinha na superfície com auxilio de uma peneira fina, cubra com filme plastico e deixe em local abrigado de ventos.
deixe fermentando  entre 8 e 12 horas, ficará um massa bem úmida e cheia de bolhas, polvilhe novamente a farinha e deixe descansar por mais uns 30 min, após este tempo vem a fase mais critica, a moldagem, já que este pão originalmente é assado em panelas de ferros aquecidas que vão ao forno posteriormente, para ter o pão moldado siga estes procedimentos
  1. peneire farinha sobre a pedra
  2. peneire farinha sobre a massa
  3. use uma espatula tipo pão duro, mais dura, peneire farinha sobre ela
  4. peneire farinha sobre as suas mãos
  5. deite a massa sobre a pedra enfarinhada, peneire farinha sobre a massa
  6. vá juntado farinha aos poucos (aquela xícara extra) sempre com uma peneira para tornar a massa com um estrutura melhor para permitir a moldagem alongada
  7. rapidamente com as mãos enfarinhadas, dobre como envelope, molde o pão e vá alongando do centro para as pontas, a farinha peneira em nuvem é sua aliada neste momento
  8. transfira sobre assadeira de borda baixa ou sem borda, untada e enfarinhada,
  9. faça os cortes e deixe crescer por mais 30 minutos.
  10. asse em forno aquecido até corar

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domingo, 25 de outubro de 2015

farfale e ervilhas torta

sendo eu neta de italianos e curiosa desde muito novinha, cresci meio aos fartos almoços de domingo, com macarrão feito pela nona, apesar de tudo muito saboroso não me recordo de grandes variedades, sempre massa com molho vermelho, com frango, costelinha de porco, linguiças e raramente com carne vermelha em pedaços ou picada na ponta da faca..
não me lembro ter experimentado algo diferente feito pela nona Angela, claro que os tempos eram outros, os ovos eram das galinhas do quintal, os frangos eram criados soltos, porco matado em casa e as costelinhas conservadas em latas cobertas de banha, as linguiças defumadas em casa, sabores inesquecíveis.
na cozinha da minha mãe as alterações foram poucas.
durante a minha infância, ela praticamente seguiu o mesmo ritual, porém raramente fazia sua própria massa, bem mais tarde, quando eu já morava fora de casa ela começou a ousar e adorar esta ousadia, apareciam vez por outra uma pasta com atum,  macarrão com sardinha portuguesas que meu pai adorava, pasta ao forno, mas sempre com molhos densos.
meu paladar sempre foi mais para sentir o sabor  da pasta e molho apenas uma parte do prato.
na minha cozinha tem praticamente de tudo, molhos em todas as suas variações, porém tenho predileção por massas curtas de grano duro, com legumes, pouco molho, bons queijos, boa manteiga e azeite de primeira.
o simples é sempre mais e viva o dia do macarrão!


farfale com ervilhas


  1.  farfale cozido al dente,  passado na manteiga e azeite
  2. ervilhas salteadas no azeite e alho
  3. picadinho de filé mignon apenas no molho de soja



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terça-feira, 20 de outubro de 2015

rocambole naked

esta receita de rocambole não tem novidade nenhuma, igual a todas as outras do blog.



















rocambole pode ser um pesadelo para certas pessoas, os motivos quase sempre beiram a insegurança.
será que um bolo sem fermento vai crescer?
vai sim, se a massa for bem batida
será que vai ficar com cheiro de ovo?
não, se você tirar a pelinha do ovo e assim que tirar do forno polvilhar amido de milho
sem liquido vai ficar duro?
não, vai ficar super fofo porém tem bater bastante
gostaria de assar mais para ficar mais moreninho?
não pode, seca demais
rechear enquanto está quente?
sim, para não quebrar
enfim as perguntas são várias, acredito que certamente alguém terá mais uma pergunta para acrescentar a estas.



















adoro fazer rocamboles...
sempre fiz muitos, raramente faço cobertos, gosto deles pelados apenas com uma nuvem de açúcar gelado e um acabamento atraente.




















este foi recheado apenas com doce de leite  e para finalizar chantilly e frutas frescas.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

WBD 2015 - pão de abóbora #133

pela quinta vez, a convite da Zorra participo do dia mundial do pão.
este evento é muito esperado pelos amantes da panificação artesanal, é uma festa linda, especialmente quando a nossa anfitriã posta os pães de todos os paises, isto acontece normalmente lá pelo final de outubro.
felizmente a participação do Brasil tem crescido bastante, eu  arrisco dizer que está ficando "conhecido"por aqui.

pelo segundo ano optei por um pão com cor, na versão para sanduíches, a cor fica linda e torna um lanche simples muito mais atraente e saboroso


bem, eu sigo um critério para participar deste evento, buscando sempre ingredientes que podem ser encontrados facilmente em qualquer canto do mundo, já usei especiarias, linguiças que podem se trocada por uma local e desta vez optei pela abobora paulista, a cor dela é sensacional e não é uma fruta muito aguada, porem poderá ser trocada por moranga, abobora de pescoço ou cabotiã.



o segredo do sucesso desta receita consiste em cozinhar a fruta  em banho maria ou no micro-ondas para evitar o excesso de agua e amassar imediatamente para evitar grumos


pão de abóbora


  1. cozinhar no banho maria ou micro-ondas 300 g de abobora
  2. amassar enquanto estiver quente
  3. agregar 3 colheres de sopa de manteiga e 2 de azeite, 
  4. juntar 1/3 de xícara de açúcar 
  5. 250 ml de agua mineral
  6. assim que esta mistura estiver morna juntar 1 ovo inteiro e misturar até ficar uma mistura cremosa.
  7. misturar duas colheres de sobremesa de fermento biológico seco com 3 xícaras de farinha de trigo
  8. agregue a farinha ao creme de abobora e inicie a sova, nesta hora junte uma colher de sopa de sal
  9. talvez seja necessário mais uma xícara de farinha durante a sova, vai depender da umidade da abobora e do tamanho do ovo
  10. quando a massa estiver homogênea, faça uma bola e deixar crescer por 1 hora num bowl coberto com filme plástico
  11. em seguida abaixar a massa para tirar o gás
  12. modelar os pães como desejar
  13. para que os pães tenham aproximadamente o mesmo tamanho faço assim, boleio a massa, divido em 4 partes, boleio e cada quarto divido em quatro novamente, faço as bolinhas e deixo crescer mais uma hora
  14. faço talhos e polvilho farinha, mas se for de sua preferência poderá pincelar com ovo batido


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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ora pitangas!!! faz sete anos...e tem bolo de chocolate

sete anos...
crise? que nada! só bons momentos, apesar dos pesares!
felizmente o blog continua trazendo alegria, reforcando amizades e conquistando novos leitores e seguidores... enfim, cumprindo a sua missão.
aproveito os sete anos de blog para, mais uma vez, fazer uma reflexão: sendo eu  uma blogueira das antigas, faço parte do pequeno universo dos blogs que não tem patrocínio, não fazem anúncios, que blogam por blogar.
claro que eu gostaria que, além do reconhecimento da qualidade do conteúdo das postagens, também tivesse o reconhecimento financeiro que muitos blogs fitness, moda, etc possuem.
porém, infelizmente, os blogs de gastronomia estão na categoria dos "não reconhecidos", os motivos para este não reconhecimento são muitos, no entanto, a principal razão parece ser que a empresas apenas nos levam a sério como formadores de opinião, porém não nos remuneram como tal.
elas entendem que aceitamos facilmente trocar uma boa postagem por um "prato de comida" ou uma "cesta de produtos".
lamentavelmente isso virou uma regra e as propostas para pauta ficaram cada vez mais frequentes e indecentes. 
claro que não posso e nem devo ser ingênua a tal ponto de pensar que esta deve ser a "regra do jogo" .
se estas propostas existem, há uma motivação muito óbvia: tem quem aceite. simples assim.
diante desta circustância, entendo que o meu trabalho de blogueiro tem muito mais valor do que um "saco de arroz". permaneço, então na mesma toada do início, ou seja, compartilhando receitas simples, fáceis, saudáveis e com sabor, brindando os meus leitores e seguidores com uma um prosa leve, muitas vezes partilhando vivências, procurando trazer descontração e receitas descomplicadas para quem me lê.
agradeço todo o apoio, incentivo e reconhecimento recebido nestes últimos sete anos de blogagem. 
deixo aqui também meu especial agradecimento pelas amizades conquistadas e pelo carinho sempre presente nos comentários e nos encontros.
fica também o meu convite para a continuidade da parceira e rumo ao ano VIII do ora, pitangas!!!




bolo de chocolate com brigadeiro de leite em pó

bater no liquidificador, 1 copo de iogurte (usei coalhada), 4 ovos inteiros, 3/4 de xícara de óleo e 1 xícara de chocolate (em pó).
peneirar em uma tigela 2 xícaras de farinha de trigo, 2 xícaras de açúcar e 1 e 1/2 colher de sopa de fermento em pó e uma pitada sal, em seguida despejar aos poucos a batida mexendo bem levemente com uma colher de pau.
despejar em forma untada e enfarinhada e assar em forno médio por 30 minutos

recheio e cobertura

2 latas de leite condensado,
2 colheres de manteiga,
8 colheres de leite em pó,
não deixar o brigadeiro muito firme,
juntar 1 caixinha de 200 g de creme de leite.
corta o bolo, rechear, cobrir o bolo e riscar com garfo
*antes de rechear costumo regar o bolo com leite e chocolate 

apenas para dar um ar festivo fiz uns brigadeiros branco e passei no granulado bicolor.


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sábado, 3 de outubro de 2015

bacalhau gratinado com purê de batatas

de vez em quando faço a bacalhoada tradicional, com cebola, cenoura, pimentão, batatas, azeitonas, ovos etc., mas sempre erro a mão na quantidade e invariavelmente sobra um pouco,  claro que não desprezo, apenas retiro as batatas e congelo o restante para um próximo uso.
as batatas ficam excelente para uma omelete ou até mesmo numa saladinha fria com creme de leite e maionese. não gosto de congelar batatas.
para aproveitar a sobra costumo fazer um prato de forno com base purê de batatas e dou uma incrementada com ingredientes que tenho a mão



















bacalhau gratinado com purê de batatas


  1. unto o pirex com uma generosa camada de azeite
  2. cubro com o purê de batatas temperadinho
  3. coloco as sobras do bacalhau
  4. rodelas de ovos cozidos
  5. faço um creminho bechamel com duas gemas 
  6. bato as duas claras em neve e junto ao creme bechamel já frio
  7. cubro o pirex
  8. salpico queijo e levo ao forno até corar



















sirvo com uma salada de folhas. fica uma refeição completa!

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terça-feira, 29 de setembro de 2015

fermentação natural

já havia tentando trabalhar com fermentação natural e por algumas razões não me adaptei.
acho que na verdade, eu não estava mesmo é preparada para inclui-lo corretamente na minha rotina e ter os cuidados necessários para que o fermento  se mantivesse ativo e especialmente aprender a controlar a ansiedade e esperar pacientemente pelo longo processo, porem o assunto ficou apenas postergado e não esquecido.
assar um pão com fermentação natural requer uma certa programação, você poderá iniciar o processo pela manhã e assar no final da tarde ou durante a noite e assar pela manhã.
sempre que tinha oportunidade estudava um pouco mais sobre fermentação para entender exatamente do que se tratavam os termos: alimentação, repouso, dormência, atividade e refresca, até que crie coragem e comecei fazer o meu fermento, ressalto que  dois blogs foram determinantes nesta jornada, o excelente blog da Renata  o Testado, Provado e AprovadoCookistry.
sugiro que não deixem de ler as postagens da Renata, indicando todo o passo a passo inclusive com fotos.
como iniciei o processo em um dia gelado e meio descrente que tudo daria certo, confesso que não fiz o passo a passo para evitar frustrações, devo dizer que o meu processo não foi um "mar de rosas", tiveram momentos tensos. 
demorou quase três vezes mais do que o mencionado no blog da Renata, muitos dias sem nenhuma atividade de fermentação, eu sempre pensava, a farinha é outra, a temperatura é outra, mas sempre pairava a duvida, o que será que estou fazendo de errado, será que vou conseguir?
com 15 dias, as leveduras começaram a ficar ativas, aguardei mais um dia e percebi então que agora sim, tinha dado tudo certo e tão sonhado fermento acabara de nascer e já podia batiza-lo, o nome escolhido foi "narciso".
optei por este método porque não envolve descarte de fermento, perda de farinhas e a execução apesar ser diária, é muito simples e rápida.
vou explicar brevemente os  procedimentos, mas não deixem de ler o Testado, Provado e Aprovado para todos os detalhes, procedimentos e quantidades.


  1. você vai precisar de um vidro esterilizado e com tampa
  2. a cada dia após a mistura de agua e farinha, você poderá tampar o vidro, apenas deixando a tampa sobre ele, sem fechar completamente ou
  3. cobrir o vidro com filme plástico e fazer 3 ou 4 furos pequenos com palito, eu usei esta opção
  4. não usei a balança e sim medidas em colheres
  5. achei que misturar com um palito longo (hashi) mostrou-se mais eficiente deixando a mistura sem grumos
  6. deixar o vidro num local onde não pegue sol nem vento, enfim onde não te atrapalhe mas que esteja a vista
  7. usei marcadores para marcar o nível do fermento e data e hora da mistura




depois do fermento  pronto, os procedimentos são os seguintes:

  1. separar 30 g e guardar na geladeira  por até 10 dias, deixando em "dormência"
  2. depois de 10 dias se  não for fazer pão ,deverá fazer o processo de "refresca"o seja alimenta-lo novamente
  3. se for apenas para guarda-lo novamente, use pequenas quantidades de farinha e agua, por exemplo 2 colheres de sopa  farinha e 1 de agua, misture bem e deixe em "repouso" por umas 4 horas coberto apenas com o filme plástico com pequenos furos, depois das bolhas estarem ativas, separe 30 gramas e guarde na geladeira em vidro tampado, não esqueça de colocar a data, o restante você poderá doar ou descartar, a "refresca"é necessária para seu fermento continuar sempre em atividade.


se a sua opção for fazer um pão você deverá alimenta-lo considerando a quantidade de fermento pedida na receita para pães com este tipo de fermentação.
por enquanto, não me aventurei em receitas mais elaboradas nem substituindo o fermento biológico pelo fermento natural, estou em processo de adaptação com este tipo de fermentação, mas acredito que deverá ser uma questão matemática considerando hidratação e peso de farinha para ajustar a receita e migrar de um tipo de fermento para outro, mas este assunto ficará para mais para frente e quando estiver dominado compartilharei com vocês. 
no entanto vou deixar aqui a minha receita bem básica.


pão básico com fermento natural


  1. retire a sua isca da geladeira, raspe todo conteúdo com uma espátula e coloque num bowl 
  2. junte 1 xícara de farinha de trigo e 3/4 de xícara de agua, misture bem
  3. deixe levedar por aproximadamente 4 horas até ter muitas bolhas
  4. separe 30 g do fermento ativo e volte para a geladeira
  5. ao o que sobrou no bowl junte 150 ml de agua, misture bem, ficará um liquido leitoso
  6. agregue 2 colheres de sopa de açúcar e 2 xícaras de farinha de trigo misture com uma espátula ou colher de pau
  7. neste momento junte 1 colher de sopa de sal e 2 colheres de sopa de azeite, junte mais um pouco de farinha e passe a massa para a bancada para iniciar a sova, dependendo a sua farinha poderá ser necessário quase mais uma xícara de farinha
  8. depois de sovar, boleie a massa e coloque para crescer num bowl untado e coberto
  9. deixe crescer por um bom tempo, em dias quentes de 1 a 2 h em dias frescos de 2 a 4 h
  10. polvilhe a bancada com farinha e tire o gás a abaixando a massa, sovando ligeiramente e dobrando como um envelope por 3 ou 4 vezes
  11. em seguida bolei a massa para finalizar o crescimento
bem, eu não tenho cesto de fermentação, então improvisei assim, forrei uma cesta com um tecido (usei um guardanapo de mesa, de linho) polvilhei farinha com uma peneira e acomodei a massa com a parte lisa para baixo, em seguida polvilhei mais farinha e encaixei a cesta dentro de um saco plástico, usei saco de arroz vazio, fechei e deixei fermentando por 1 hora, depois deste tempo, tirei a cesta do saco, polvilhei mais farinha na parte superior da massa e virei sobre uma assadeira de pizza, delicadamente tirei a cesta e o tecido, fiz o corte desejado e polvilhei farinha.
o forno deverá estar pré aquecido, assar até ficar corado, você poderá ao invés de colocar farinha, borrifar agua no pão e no forno ou até mesmo manter uma assadeira pequena com agua fervente para causar vapor e dar crocância a crosta do pão.
esta receita rendeu dois pães pequenos, porque optei pela fermentação dentro saco de arroz, porém se você preferir poderá deixar fermentando dentro de uma caixa de isopor ou até mesmo dentro do micro-ondas desligado.



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