para compartilhar sabores e lembranças olfativas daqui e de outras terras...como o nhoque da nona, o arroz com bacalhau de vovô, as almondegas de minha mãe, o risoto de linguiça do meu pai, o thanksgiving dinner da mammy, o german chocolate cake da cindy, o doce de leite de tia mercedes, o doce de cidra da aninha, o doce de mamão da célia, o doce de pera da margarida, as pimentas da celha, os bolos da semiramis, os patês da rosana e por ai vai....


terça-feira, 29 de setembro de 2015

fermentação natural

já havia tentando trabalhar com fermentação natural e por algumas razões não me adaptei.
acho que na verdade, eu não estava mesmo é preparada para inclui-lo corretamente na minha rotina e ter os cuidados necessários para que o fermento  se mantivesse ativo e especialmente aprender a controlar a ansiedade e esperar pacientemente pelo longo processo, porem o assunto ficou apenas postergado e não esquecido.
assar um pão com fermentação natural requer uma certa programação, você poderá iniciar o processo pela manhã e assar no final da tarde ou durante a noite e assar pela manhã.
sempre que tinha oportunidade estudava um pouco mais sobre fermentação para entender exatamente do que se tratavam os termos: alimentação, repouso, dormência, atividade e refresca, até que crie coragem e comecei fazer o meu fermento, ressalto que  dois blogs foram determinantes nesta jornada, o excelente blog da Renata  o Testado, Provado e AprovadoCookistry.
sugiro que não deixem de ler as postagens da Renata, indicando todo o passo a passo inclusive com fotos.
como iniciei o processo em um dia gelado e meio descrente que tudo daria certo, confesso que não fiz o passo a passo para evitar frustrações, devo dizer que o meu processo não foi um "mar de rosas", tiveram momentos tensos. 
demorou quase três vezes mais do que o mencionado no blog da Renata, muitos dias sem nenhuma atividade de fermentação, eu sempre pensava, a farinha é outra, a temperatura é outra, mas sempre pairava a duvida, o que será que estou fazendo de errado, será que vou conseguir?
com 15 dias, as leveduras começaram a ficar ativas, aguardei mais um dia e percebi então que agora sim, tinha dado tudo certo e tão sonhado fermento acabara de nascer e já podia batiza-lo, o nome escolhido foi "narciso".
optei por este método porque não envolve descarte de fermento, perda de farinhas e a execução apesar ser diária, é muito simples e rápida.
vou explicar brevemente os  procedimentos, mas não deixem de ler o Testado, Provado e Aprovado para todos os detalhes, procedimentos e quantidades.


  1. você vai precisar de um vidro esterilizado e com tampa
  2. a cada dia após a mistura de agua e farinha, você poderá tampar o vidro, apenas deixando a tampa sobre ele, sem fechar completamente ou
  3. cobrir o vidro com filme plástico e fazer 3 ou 4 furos pequenos com palito, eu usei esta opção
  4. não usei a balança e sim medidas em colheres
  5. achei que misturar com um palito longo (hashi) mostrou-se mais eficiente deixando a mistura sem grumos
  6. deixar o vidro num local onde não pegue sol nem vento, enfim onde não te atrapalhe mas que esteja a vista
  7. usei marcadores para marcar o nível do fermento e data e hora da mistura




depois do fermento  pronto, os procedimentos são os seguintes:

  1. separar 30 g e guardar na geladeira  por até 10 dias, deixando em "dormência"
  2. depois de 10 dias se  não for fazer pão ,deverá fazer o processo de "refresca"o seja alimenta-lo novamente
  3. se for apenas para guarda-lo novamente, use pequenas quantidades de farinha e agua, por exemplo 2 colheres de sopa  farinha e 1 de agua, misture bem e deixe em "repouso" por umas 4 horas coberto apenas com o filme plástico com pequenos furos, depois das bolhas estarem ativas, separe 30 gramas e guarde na geladeira em vidro tampado, não esqueça de colocar a data, o restante você poderá doar ou descartar, a "refresca"é necessária para seu fermento continuar sempre em atividade.


se a sua opção for fazer um pão você deverá alimenta-lo considerando a quantidade de fermento pedida na receita para pães com este tipo de fermentação.
por enquanto, não me aventurei em receitas mais elaboradas nem substituindo o fermento biológico pelo fermento natural, estou em processo de adaptação com este tipo de fermentação, mas acredito que deverá ser uma questão matemática considerando hidratação e peso de farinha para ajustar a receita e migrar de um tipo de fermento para outro, mas este assunto ficará para mais para frente e quando estiver dominado compartilharei com vocês. 
no entanto vou deixar aqui a minha receita bem básica.


pão básico com fermento natural


  1. retire a sua isca da geladeira, raspe todo conteúdo com uma espátula e coloque num bowl 
  2. junte 1 xícara de farinha de trigo e 3/4 de xícara de agua, misture bem
  3. deixe levedar por aproximadamente 4 horas até ter muitas bolhas
  4. separe 30 g do fermento ativo e volte para a geladeira
  5. ao o que sobrou no bowl junte 150 ml de agua, misture bem, ficará um liquido leitoso
  6. agregue 2 colheres de sopa de açúcar e 2 xícaras de farinha de trigo misture com uma espátula ou colher de pau
  7. neste momento junte 1 colher de sopa de sal e 2 colheres de sopa de azeite, junte mais um pouco de farinha e passe a massa para a bancada para iniciar a sova, dependendo a sua farinha poderá ser necessário quase mais uma xícara de farinha
  8. depois de sovar, boleie a massa e coloque para crescer num bowl untado e coberto
  9. deixe crescer por um bom tempo, em dias quentes de 1 a 2 h em dias frescos de 2 a 4 h
  10. polvilhe a bancada com farinha e tire o gás a abaixando a massa, sovando ligeiramente e dobrando como um envelope por 3 ou 4 vezes
  11. em seguida bolei a massa para finalizar o crescimento
bem, eu não tenho cesto de fermentação, então improvisei assim, forrei uma cesta com um tecido (usei um guardanapo de mesa, de linho) polvilhei farinha com uma peneira e acomodei a massa com a parte lisa para baixo, em seguida polvilhei mais farinha e encaixei a cesta dentro de um saco plástico, usei saco de arroz vazio, fechei e deixei fermentando por 1 hora, depois deste tempo, tirei a cesta do saco, polvilhei mais farinha na parte superior da massa e virei sobre uma assadeira de pizza, delicadamente tirei a cesta e o tecido, fiz o corte desejado e polvilhei farinha.
o forno deverá estar pré aquecido, assar até ficar corado, você poderá ao invés de colocar farinha, borrifar agua no pão e no forno ou até mesmo manter uma assadeira pequena com agua fervente para causar vapor e dar crocância a crosta do pão.
esta receita rendeu dois pães pequenos, porque optei pela fermentação dentro saco de arroz, porém se você preferir poderá deixar fermentando dentro de uma caixa de isopor ou até mesmo dentro do micro-ondas desligado.



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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

pães variados e mini pizza

tem dias que é assim, aproveito a tarde para fazer pães um pouco mais do que o habitual. adoro!

massa de pão branco sem sova, no bowl menos, massa de pão branco normal e massa de pão de sementes

aqui o pão de sementes  moldado antes de ir ao forno

o pão sem sova, o no knead bread

aqui o pão branco normal já assado, a receita está no blog

o no knead já assado

aqui no detalhe, a receita está no blog


aqui o pão de sementes enformado


aqui no detalhes, a receita está no blog


as mini pizzas esfriando antes de serem congeladas

mini pizzas

600 g de farinha de trigo aprox
240 ml de salmoura morna (aprox 1 colher de sopa de sal)
2 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sobremesa de fermento biológico seco

junte todos os secos, faça uma cova e misture o azeite  a salmoura morna, misture bem para agregar e sove até ficar uma massa homogênea, unte um bowl com azeite e deixe crescer por 1 hora, depois deste tempo abaixe a massa e sove e forme uma bola, divida em dua partes, formando novamente uma bola, divida cada bola em oito pedaços, faça bolinha, deixe relaxar por uns 15 min e depois abra com o rolo de massas  na espessura desejada, assem forno médio, mas retire do forno ainda bem clarinha. deixe esfriar e congele em seguida.
depois é só descongelar por uns 10 min e montar a sua mini pizza conforme sua preferência.



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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

cufa de banana com creme


adoro especiarias...mas tenho um amor especial pela canela.
quando vejo bananas passando na fruteira logo penso em um bolo de banana, daqueles bem simples, mas com canela.
neste dia optei por um bolo tipo cufa ou cuca como muitos denominam, nada mais do que um bolo mais denso e com farofa sobre ele.
este ficou clarinho foi feito com banana prata, mas ficou super saboroso.
para dar um ar de sobremesa, servi com creme fresco  e farofinha peneirada sobre o creme.




















usei a minha receita coringa de bolo de banana, que pode ser vista aqui


para a farofinha juntei 1 xícara de açúcar, 3/4 de xícara de farinha de trigo, canela gosto e 1/4 de xícara de manteiga, misturei bem e coloquei esta farofa sobre o bolo antes de levar ao forno



















servi com creme e  peneirei a farofinha que ficou na assadeira para um acabamento sobre o creme.


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sábado, 29 de agosto de 2015

naked de frutas frescas

cada bolo fica com uma carinha diferente, talvez isto que faça este bolo tão especial!

a massa é sempre a mesma, pão de ló de laranja


















o creme é um misto de creme de confeiteiro e chantilly


















as frutas da ocasião



higienizadas e bem secas

cortadas em nacos que permitam formar um desenho

as carambolas estão sempre presentes apenas para enfeitar, pois podem fazer muito mal para quem tem problemas nos rins
as cerejas, trazem um toque especial, pena que nem sempre estão disponíveis


por ultimo uma nuvem de açúcar gelado, um açúcar de confeiteiro que não fica melado






sábado, 15 de agosto de 2015

pão de rustico de trigo hidratado #131

mais do mesmo...
o velho e bom pão de trigo hidratado.
se você quer um pão com um toque rustico aposte nesta receita, fica ligeiramente adocicado mas muito bom para acompanhar uma caponata, queijos e aquele seu patê favorito. 
perfeitinho para acompanhar o lanche ou entradinha de refeição.














pão de trigo hidratado

1a. parte
1 xícara de chá de trigo para quibe
2 xícaras de agua para hidratar o trigo
(se desejar agilizar o processo use agua morna)
reserve por pelo menos 1 hora até que o trigo tenha absorvido toda agua.
não precisa espremer, no mesmo bowl agregue 3 colheres de óleo de girassol, 1 colher de sopa de sal 3 colheres de sopa açúcar mascavo e mais 1 xícara de chá de agua, misture bem.

2a. parte
separadamente misture 2 colheres de sobremesa de fermento seco biológico com 3 xícaras de farinha de trigo, junte a farinha no blowl com a mistura da primeira parte.
misture até obter uma massa homogênea, se necessário agregue um pouco mais de farinha de trigo durante a sova e deixe descansar por 30 minutos até dobrar de volume.

3a. parte
abaixe a massa, sove mais um pouco, apenas para tirar o gás da massa, molde os pães como desejar, faça cortes, polvilhe farinha e deixe crescer novamente, asse em em forno moderado por aprox 30 minutos.


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sábado, 8 de agosto de 2015

risoto de maçã verde e aspargo

para quem curte um risotto branquinho e bem leve...
aposte neste, tenho certeza que não deixará a desejar

a cremosidade vem do queijo e do creme de ricota

gosto muito de um toque doce, por isto as uvas passas, porém são opcionais.
sei que muita gente detesta! 




risotto de aspargos e maçã verde


para cada xícara de arroz uso aproximadamente um litro de caldo de legumes caseiro aquecido
dourar a cebola picadinha em uma colher de sopa de azeite extra virgem com 1 colher de sopa de manteiga, juntar na cebola 1 xícara de arroz carnaroli e ir fritando lentamente tomando cuidado de não queimar a cebola, quanto mais fritar o arroz, melhor fica o risotto, depois agregar 1/4 de xícara de vinho branco seco* e deixar evaporar. 

em seguida começar a juntar o caldo de legumes as conchadas e deixando cozinhar e evaporar (método normal de se fazer risoto) mexendo sempre, depois da terceira ou quarta conchada de caldo de legumes, previamente aquecido, juntar 1/3 xícara de uvas passas e  os aspargos cortados (usei em conserva), quando cozimento estiver quase completo, juntar as maçãs, mexer levemente e  por ultimo juntar 2 colheres de manteiga, 4 colheres de sopa  creme de ricota e 1/4 de xícara ( ou mais) de parmesão ralado.
deixar descansar por 5 minutos e servir.
* se você não tiver vinho aberto, use vodka ou até mesmo cachaça

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

creminhos e folhado

não é porque é sopa que o prato tem que ser feio.
eu adoro sopa, mas curto uma sopa bem apresentada, fica mais apetitosa!
servi assim creme de milho e creme de cenoura escoltadas pelo folhado


montei um folhadinho (massa comprada pronta) recheado de queijo e calabresa 


o creminho de cenoura ganhou lascas de queijo parmesão


folhadinho bem simples, com calabresa processada que sempre tenho no freezer e um pouco de queijo


o creme milho com cebolinha salpicada

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sábado, 1 de agosto de 2015

tapas, crostines, bruschettas ou pão torrado

pode ser qualquer coisa....
eu prefiro chamar de tapas, talvez pela doce lembrança da primeira vez que estive em Barcelona no final dos anos 70. 
comer tapas faz parte da tradição espanhola historiadores dizem que o costume de "tapear" veio do habito dos espanhóis de tomarem uma "bebida" depois de saírem do trabalho e para forrar o estômago os bares ofereciam as tapas, outros dizem que o nome surgiu pela necessidade de "taparem" os copos, ainda tem que, diga que o costume veio por influencia dos árabes de comerem aperitivos em porcões pequenas.
bem, as minhas tapas favoritas (qualquer aperitivo pode ser chamado de tapas) são com pão e muito azeite espanhol seja o que for, foi assim que comi, pela primeira vez, em uma da "ramblas" de Barcelona.
 
o primeiro passo é temperar os tomates com sal, pimenta orégano e azeite

o segundo passo é fatiar o seu queijo preferido 


o terceiro passo é pincelar azeite em cada lado do pão, uso o meu pão caseiro no knead bread, mas pode ser ciabatta, filão francês ou pão italiano alongado, não recomendo baguete, acho que a "tapa" fica dura, já que se trata de um pão fino.
aqueça uma frigideira de tefal ou grelha e leve para dourar ligeiramente o pão dos dois lados, deixe o lado mais claro para baixo, coloque o queijo e as rodelas de tomate, deixe em fogo baixo até o queijo comece derreter.
sirva conforme a tradição com um bom azeite e uma "bebida".

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

crostata

a crostata pode ser uma boa opção para um aperitivo de final de semana.
os pedaços quebrados ficam perfeitos se servidos acompanhados de uma pastinha simples ou até mesmo apenas de azeite aromatizado com lascas de alho e uma pimenta rosa.
a minha assei no forno a lenha...
porém, caso você não tenha forno a lenha, não fique triste você, poderá fazer esta receita na frigideira de teflon no topo do fogão em fogo extra baixo ou no forno convencional.
dicas:
  1. o acabamento fica a seu critério conforme o que você for servir, a da foto levou azeite e uma misturinha de orégano, sal grosso e pimenta calabresa moída
  2. dividir a massa conforme a forma que você escolher para assar a sua crostata
  • para frigideira de 13 ou 15cm são 8 bolas 
  • para forno convencional na assadeira de pizza pequena são de 3 a 4  bolas  
  • para forno a lenha são 4 bolas 

crostata 

- 1 1/2 copo (americano) de água morna
- 2 colheres (sopa) de azeite extra virgem 
- 1/2 colher (sopa) de sal 
- 1/2 colher (chá) de açúcar 
- 1 colher (sopa) de cachaça para dar crocância 
- 1/2 kg de farinha de trigo (ou mais)
- 2 colheres de chá de fermento biológico seco ou 15 g (1 quadradinho)

misturar 2 colheres de chá de fermento biológico seco, em parte da farinha de trigo, juntar o resto dos secos, agregar os líquidos, sovar, deixar descansar até dobrar de volume, amassar novamente e fazer as bolas em tamanho iguais para o segundo crescimento.

para dividir a massa faça o seguinte:
corte a massa na metade e cada metade, corte em dois e assim por diante até você chegar na quantidade desejada
depois de dobrar de volume, abrir as massas com rolo, pincelar azeite e dar o acabamento desejado.


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