para compartilhar sabores e lembranças olfativas daqui e de outras terras...como o nhoque da nona, o arroz com bacalhau de vovô, as almondegas de minha mãe, o risoto de linguiça do meu pai, o thanksgiving dinner da mammy, o german chocolate cake da cindy, o doce de leite de tia mercedes, o doce de cidra da aninha, o doce de mamão da célia, o doce de pera da margarida, as pimentas da celha, os bolos da semiramis, os patês da rosana e por ai vai....


sexta-feira, 29 de maio de 2009

sagú

certamente alguém vai se lembrar das doceiras antigas, que vendiam doces nos copinhos americanos, e assim eram vendidos por falta de opção mesmo, lá em Tatuí para quem não sabe, a cidade, tem fama antiga de bons doces, as doceiras faziam os doces: cocadas, arroz doce, manjar bicolor, os famosos doces ABC (abóbora, batata doce e cidra) entre outros e entregavam nos poucos bares, restaurantes, pizzarias, para serem vendidos.
bem, mas o sagú no copinho era vendido na frente da escola, doce que só ele, feito com muita groselha e nunca gelado, o que era feito na minha casa era muito melhor, mas aquele do copinho... ficou cravado na minha memória


sagú

1 xícara de sagú
deixar de molho por 4 horas em 3 xícaras de agua
levar ao fogo, nesta agua, com um pau de canela, cravos, com 1 e 1/2 xícara de açúcar (pode usar mais se desejar mais doce), mexendo sempre até que as bolinhas se desmanchem.
neste momento juntar uma maçã picada em cubos ou pedaços de abacaxi e deixar cozinhar juntos, mais uns 5 minutos.
quando estiver começando ficar transparente coloque 1/2 xícara de groselha e 1 xícara de vinho tinto, cozinhe mais um pouco e depois coloque em taças , copinhos ou pirex. sirva gelado.

  • a receita do sagú, é da da minha mãe, Dona Odete,
  • este meus copos americanos são herdados da sogra, embaixo diz vidraria americana, deve ser dos anos 60,
  • o bordado também é da sogra

quarta-feira, 27 de maio de 2009

bolo de mandioca

este bolo de mandioca me remete a uma viagem que fizemos quando as crianças ainda eram bem pequenas, para uma fazenda no norte do Paraná, o local é simplesmente maravilhoso, na ocasião estava plantado feijão e soja, estava tudo muito verde e eram vários tons de verdes, verde sem fim... a topografia irregular do local deixava o visual ainda mais incrível, sabe quando você olha ao longe, vê lá, bem distante uma estradinha, fumacinha saindo aqui e acolá, montanhas e verde para todos lados.
me senti num local onde convidava a escrever um livro, um poema, pintar uma tela, fazer uma musica..., e eu que de artista não tenho nada, nem fotografar direito eu sei, lindo demais!!!
isto sem considerar que o casal que nos recebeu e os filhos, se desdobram para nos deixar bem a vontade, não podendo me esquecer da cozinheira da fazenda, pão quente, mandioca cozida, bolinhos e outros mimos.
bom, a Ana Lúcia, a dona da fazenda, que todos pensam ser minha prima, mas não é não, é prima do marido, deve ser minha prima de alma, além de excelente na cozinha, foi ela quem me ensinou este bolo de mandioca, lá na fazenda, é uma artista, tem um atelie maravilhoso http://www.atelieanalucia.com.br/ ela desenha, cria, pinta e borda literalmente, isto sem mencionar nas festas de sonho que ela produz. falando em festas, hoje, é dia de festa para ela é o dia dela, parabéns Ana, feliz aniversário!













mandioca bem branquinha perfeita...

bolo de mandioca

1 quilo de mandioca ralada
4 ovos
3 xícaras de açúcar
3 colheres de margarina
1 coco fresco coco ralado ou um pacote de 100 g de coco seco
1 e 1/2 xícara de leite
1 colher de fermento em pó
processar a mandioca ou ralar, (eu ralei), juntar os ovos batidos no liquidificador com o leite, margarina e açúcar, juntar esta batida a mandioca ralada e ao coco ir misturando delicadamente e por ultimo acrescentar o fermento.
untar e enfarinhar uma forma redonda de 30 cm, de preferência forma alta. levar para assar por 45 minutos ou mais dependendo do forno, em forno a 200 graus ou ate dourar. desenformar e no prato de servir, espalhar a calda.

calda

1 e 1/2 xícara de açúcar
2 xícaras de agua
1 pau de canela, cravos se desejar
deixar engrossar espalhar quente sobre o bolo morno, já desenformado

dica:

na massa do bolo, se desejar diminua 1 xícara de açúcar e 1/2 de leite e use 1 lata de leite condensado.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

bolo de café

já fiz tanto este bolo de café, acho que na verdade meus filhos cresceram comendo este bolo, levando de lanche para o colégio, nem sei como não enjoaram e continuo fazendo, hoje o amigos adolescentes já pedem pelo bolo de café e até soa estranho a moçada pedir bolo de café, mas vou explicar, na verdade é um bolo de chocolate que leva café, mas como meus filhos sempre chamaram de bolo de café, o nome pegou, ficou assim.
aprendi este bolinho rápido com uma amiga que morou muito anos entre a Nigéria e o Líbano, a Rose, e esta receitinha simples é lá de Lagos.


bolo de café

no liquidificador bater
2 ovos grandes
1/2 xícara de café sem açúcar
1/2 xícara de óleo de canola
depois de bem batido acrescente
4 colheres de sopa de chocolate em pó peneirado
bata mais um pouco
acrescente
8 colheres de sopa de açúcar peneirado
bata mais um pouco
numa tigela peneire
12 colheres sopa bem cheias de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
e misture delicadamente com a batida do liquidificador

unte uma assadeira redonda de 20 cm e leve para assar em forno médio

cobertura:

use a de sua preferência
neste usei 3/4 de xícara de açúcar + 3 colheres de leite + 2 colheres de sopa de chocolate + 1 colher de sobremesa de manteiga misturei tudo, aqueci e espalhei sobre o bolo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

macarrão na wok

não sei se isto acontece com vocês, mães de adolescentes, no início da noite de sexta feira, eles resolvem jogar games, jogos de tabuleiros, cartas, ver filmes, enfim querem ficar juntos, logo os amigos já começam a chegar, com cd´s, filmes, mais jogos, e é claro com mochilas e travesseiros para dormir.
eu adoro, que venham mesmo para minha casa, por mim podem acampar sempre que quiserem na minha sala e lá vamos nós eu e o marido preparar pizza, pão recheado, bolo de cenoura, bolo de café, enfim o que eles pedem.
mas desta vez, o grupo era pequeno, vieram apenas dois, que moram aqui pertinho mesmo e resolvi fazer um macarrão na wok, pelo menos seria um prato único e completo, eles poderiam se alimentar sem ter que parar muito com a diversão.


macarrão na wok

cozinhe al dente 500 g de massa de sua preferência (uso sempre grano duro), escorra e regue com azeite e reserve

na wok
  1. dê uma leve fritada em dois gomos de calabresa ou calabresa fininha com duas colheres de molho de soja e reserve

  2. refoge duas cebolas em pétalas com um fio de azeite e um fio de molho de soja, reserve

  3. refoge lascas ou rodelas de duas cenouras médias num fio de azeite e um fio de molho de soja, deixando al dente, reserve

  4. refoge lascas de 2 pimentões num fio de azeite e um fio de molho de soja, também deixando al dente, reserve

  5. depois de tudo isto pronto junte ao macarrão e aqueça na wok, não usei sal, o molho de soja foi suficiente
- uns pediram queijo ralado, outros catchup, outros mais molho de soja, só sei que não sobrou nada.

dicas:
  • frango desfiado ou tirinha de peito de frango também fica muito bom
  • normalmente uso couve flor ou brócolis, só que, de madrugada tive preguiça preparar

terça-feira, 19 de maio de 2009

a cristaleira

desde que construimos nossa casa, aqui no interior, eu estava querendo uma cristaleira, queria um móvel especial, que além da função de abrigar algumas peças que venho juntando no decorrer dos anos, queria um móvel que tivesse personalidade.
bem, como todos os móveis daqui de casa e do apartamento foram projetados pelo marido, este também não fugiu a regra, o marido desenhou, começamos pela escolha da madeira, veio depois o tempo sem pressa do Seu Miro, marceneiro de mais de 80 anos, que construiu apenas a estrutura em madeira maciça, a compra dos metais, a encomenda dos vidros e espelhos e todo trabalho artesanal de acabamento de colocação dos vidros temperados, espelhos, metais, spots internos e verniz que o marido foi fazendo pouco a pouco a cada final de semana.

a iluminação foi concluída com o móvel já no local definitivo, o resultado ficou maravilhoso, exatamente como eu sempre sonhei e na véspera do dia da mães eu pude ter a minha cristaleira prontinha e até acesa a noite.
eu diria que ela foi chegando devagarinho, não foi uma supresa mas o resultado final ficou magnífico.
agradeço o marido pelo mimo e nem me importei pela demora toda.
sabe de uma coisa, descobri, que tenho muito mais peças do que pensava e agora já estou até pensando, num buffet!

domingo, 17 de maio de 2009

plátano no outono

Bem...
como eu havia dito em fevereiro, o plátano vive intensamente todas as estações do ano.
Agora no outono, suas folhas perdem aquele verde intenso e ficam com uma linda coloração avermelhada, depois tendem ao amarelo e marrom quando secam de vez e caem. Essas folhas são chamadas de caducas ou decíduas, isto é, todo ano caem e se renovam.

O chão fica tomado pelas folhas, dá um certo trabalho recolher a folhagem seca, mas vale a pena ter uma árvore destas e apreciá-la em todos seus estágios.
Talvez possamos tomá-la como exemplo para aplicarmos em nossas vidas, isto é, em vez ficarmos apegados àquilo que não nos serve mais, carregando um peso (emocional ou material) desnecessário, vamos renovar essa carga e deixar que o vento leve a antiga para longe...
nick

quinta-feira, 14 de maio de 2009

manjar

muitas de vocês poderão dizer que docinho antigo e é mesmo...
além de eu particularmente gostar muito, me traz muitas memorias, memórias de infância, de quando minha nona Angela, minhas tias e primas mais velhas, ainda eram solteiras e se reuniam na minha casa depois da missa de sábado a noite.
minha mãe sempre fazia algo esperá- las este manjar era o favorito da minha tia Mercedes;

as "sorelli" chegavam barulhentas, falando com as mãos, com mil coisas para contar e ai sempre tinha chá, café, um docinho, licor de jabuticaba ou de folha de figo, era muito bom.
de lá pra cá, sempre faço este manjar, o tradicional, apenas com leite de coco, o último que fiz foi no domingo dia da mães
manjar com ameixas

manjar

1 litro de leite integral
1 vidro de leite de coco
1 xícara de açúcar
6 colheres de amido de milho
misturar tudo, levar ao fogo até engrossar, cozinhar por 5 minutos e colocar numa forma de anel umedecida.
deixar esfriar e levar para gelar

calda

ameixas pretas sem sementes a gosto - usei 1 xícara
350 ml de agua
1 xícara de açúcar
um pau de canela
levar ao fogo ferver até a calda engrossar um pouco
deixar esfriar

montagem
  1. desenformar o manjar
  2. espalhar as ameixas
  3. ir colocando a calda delicadamente sobre o manjar
  4. servir gelado

segunda-feira, 11 de maio de 2009

puchero

dia da mães, marido, filhos...a família reunida, minha mãe, meus irmãos, uma irmã de alma, a Aninha e a afilhada Bia. então, nada melhor que fazer algo que possa ser preparado de véspera, apenas para ser finalizado no dia e ai não ficar naquela correria toda.
bem, fiz este cozido de grão de bico que é um puchero à minha moda, isto porque não é exatamente como o puchero madrileno nem tão pouco como o cozido português, pois não gosto de misturar carne de frango ao cozido e não gosto com muito caldo, tipo sopa.
também não gosto dos legumes cozidos junto com a carnes, prefiro eles em separado. puchero

500 g de costelinha salgada
500 g de costelinha defumada
1 quilo de carne seca
3 paios
600 g de calabreza ( useis 4 fios grandes)
400 g de linguiça portuguesa (usei 2 fios)
1 quilo de grão de bico
6 tomates vermelhos sem pele e sem sementes
2 cebolas grandes
alho a gosto
folhas de louro
azeite

  1. desalgar a carne seca, cozinhar e cortar em cubos ( se desejar pode cozinhar uma parte de acém junto com a carne seca)
  2. desalgar a costelinha e dar dois ou três fervuras até que todo o sal tenha saido
  3. cozinhe a costelinha defumada até que amoleça
  4. até esta etapa tudo isto pode ser preparado antes e congelado
  5. deixar o grão de bico de molho por duas horas, trocar a agua e cozinhar sem sal, não deixe amolecer demais , porque o resto do cozimento se dará junto com as carnes
  6. refogue em azeite, as cebolas e o alho, junte os tomates picados, as folhas de louro e em seguida todas as linguiças cortadas, costumo fazer cortes diferentes diagonal e meia lua para diferenciar os tipos de linguiça
  7. junte o grão de bico já cozido com a agua do cozimento e as carnes que foram reservadas nas etapas 1, 2 e 3
  8. deixe cozinhar em fogo baixo por uns 30 a 45 minutos até que tudo tome gosto
  9. apenas salgue no meio do cozimento, muitas vezes nem é necessário o sal
  10. se desejar com mais caldo, coloque mais água

como servir:


  1. desta vez servi uma salada de acelga com tomates de entrada, que nem fotografei
  2. arroz branco e farofa de farinha de mandioca na manteiga e bacon
  3. normalmente sirvo com legumes cozidos ou couve refogada
  4. esta quantidade serve 15 pessoas, a quantidade de carnes e linguiça pode variar conforme sua preferência

sábado, 9 de maio de 2009

sobre mães

"all that I am or hope to be I owe to my angel mother"
Abraham Lincoln

feliz dia das mães



quinta-feira, 7 de maio de 2009

nhoque de monte verde

nem sei por onde começar, primeiro por que nem sei o nome correto, simpático, atraente que deveria dar a este prato, vou então chamá-lo de nhoque de monte verde; segundo porque fazem tantos anos, que eu não vou lembrar do nome e o endereço do restaurante de onde comi este nhoque pela primeira vez, e adorei.
foi num final se semana de inverno, numa viagem curta, porém maravilhosa, que fizemos para Monte Verde - MG, quando nossos filhos ainda nem tinham nascido, desde que voltamos tentei acertar mão para reproduzir a leveza desta massinha e esta maneira me pareceu ser a mais próxima do sabor das nossas memórias, anos seguidos passamos férias de inverno por lá, mas por um motivo ou por outro, acabávamos não voltando mais para o mesmo restaurante, enfim ficou naquela única vez e nem sei se a casa ainda existe.
nos últimos 20 e poucos anos faço este prato quase sempre no jantar, associado aos dias mais frescos, aos dias que tenho tomates vermelhos carnudos especiais para um molho encorpado e de vermelho intenso. bem, então, ligeiramente adaptado das minhas memórias sensitivas, olfativas e gustativas, vamos a massinha

nhoque de monte verde
massa
800 gramas de batatas cozida sem sal e amassadas ainda quentes
3 colheres de sopa de manteiga
sal
nos moscada ralada
3 colheres sopa de requeijão
2 colheres de parmensão ralado miúdo

misture tudo e faça as bolinhas, rechear com um quadradinho de queijo de sua preferência, prato, gouda, ou aquele que você tiver a mão. reservar.

molho

tomates para molho sem pele sem sementes, 3 ou 4 dentes de alho, azeite , um galho de manjericão, um galho de oregano fresco, fogo baixo, quando tudo estiver se desmanchando, uma pitada de açúcar e sal. retire as ervas, se desejar passe pela peneira grossa e retomar a fogo mais um pouco.

montagem

aqueça no microondas por 1 ou 2 mim as bolinhas e transfira no prato de servir, polvilhe queijo ralado e coloque a quantidade de molho desejada.

este servi com uma saladinha de mix de folhas, tomate cereja, queijo branco temperada com um molho de mustarde l´ancienne + aceto balsâmico + azeite picual + pitada de sal + pitada de açúcar

dicas:
  1. recheio pode ser com espinafre e ricota
  2. queijo e presunto também vale
  3. molho branco ou rosé, ou outro de sua preferência, desde que bem quente
  4. pode ser feito no refratário grande, mas o efeito é outro
  5. sugiro um tinto e uma boa companhia

segunda-feira, 4 de maio de 2009

cufa

uns chamam de kuffa, outros de cuca, uns fazem apenas no natal, páscoa, dia de reis, aqui em casa chamamos de cufa e faço durante ao ano todo, todo aniversário, todo almoço que vem a família tem, para acompanhar o cafezinho.
bastou alguém ligar que vai passar por aqui, lá estou eu amassando uma cufa, sabe como é moro longe (é só desculpa...) de padaria e uma cufa quentinha é sempre bem vinda, vai bem com chá ou café quentinho, com chá gelado de capim cidreira batido com suco de maracujá então, fica bom demais.
cufa
massa
2 ovos
1/2 xícara de óleo de canola
1/2 xícara de açúcar
1 colher de chá de sal
2 colheres de sobremesa de fermento biológico seco granulado
aproximadamente 4 xícaras de farinha de trigo
250 ml de água
1 xícara de frutas cristalizadas
1/2 xícara de uvas passas brancas sem sementes
1/2 xícara de uvas passas pretas sem sementes
misture 3 xícaras de farinha peneiradas, com o açúcar, o sal, e o fermento granulado, bata no liquidificador, óleo, os ovos e a água e misture aos poucos aos secos, fica uma massa grudenta como de pão de forma. se necessário vá agregando mais farinha.
unte uma forma alta de 30 cm e coloque a massa, deixe crescer por 30 minutos (a massa deverá levedar este tempo sem o "peso" da farofa) em seguida espalhe a farofa, espere mais 15 minutos para completar o crescimento e leve ao forno médio por 30 minutos.
farofa
1 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de canela
3/4 de xícara de açúcar
2 colheres de sopa de margarina sem sal
faça um creme com a margarina, açúcar e canela e junte a farinha ao poucos, espalhe sobre a massa de cufa já crescida por uns 30 minutos.
dicas:
  1. pode usar goiabada ao invés de frutas
  2. ou pedacinhos de chocolate
  3. se o tempo estiver frio o crescimento poderá se alongar
  4. se desejar pode se usar a forma de fundo falso para desenformar com mais facilidade
  5. ou forrar a forma com papel manteiga untado deixando uma aba

sexta-feira, 1 de maio de 2009

5000 thanks

em outubro, quando resolvi criar o blog, que por sinal era um desejo antigo, foi para abrandar uma angustia, pois nunca gostei de ficar sozinha, mas com a vida aprendi a conviver comigo mesma, só que no entardecer, enquanto ainda não anoitece fico mal, detesto esta transição, quero estar com pessoas, detesto esta hora que não é nem tarde nem é noite, para mim este lapso de tempo parece durar horas sem fim. se estou ocupada nem percebo tanto, mas no ano passado foi especialmente difícil, quando chegava do trabalho, a casa vazia, um silencio ensurdecedor, nenhum movimento, apesar de adorar esta tranquilidade de onde moro, doía demais..., como a Juh estava no intercâmbio, o Mah esta hora caminha com a Ivy, o marido nunca esta em casa, me via muito mal, então, resolvi - criaria um blog e faria algo que me daria prazer nesta hora "blue".
como naquela semana tinha sido surprendida pelos primeiros frutos da pitangueira do jardim , a caminho do meu home office, pensei, que tal pitangas para o nome do blog ou seria melhor hortelã, não acho que rare bite soaria bem, parei, olhei novamente para o pé de pitangas e pensei, quero que este blog possa se transformar em algum tipo de doçura como estes frutos então... ora, pitangas!!! seria o nome.
estabeleci, que assim que tivesse algo que considerasse interessante para mostrar, fotografaria e faria um banco de imagens e que escreveria os textos conforme desejasse apenas nestas horas, assim estaria concentrada em algo agradável que me desse muito prazer e não ficaria para baixo e postaria na melhor oportunidade. o inicio é cheio de novidades até que a gente se habitue com o mecanismos do blog, se bem que ainda tem dias que ele é voluntarioso, só faz o que deseja, mas já estou conseguindo domá-lo, para quem começou a trabalhar com informática quase aos 40 anos acho que até estou dando conta direitinho.
apesar de ter tido muitas visitas antes, apenas em 27 de fevereiro consegui colocar o contador e hoje 60 e poucos dias depois, me vejo, com mais de 5000 mil acessos, fico muito orgulhosa pelas visitas e prá lá de agradecida pelos amáveis comentários, porque além de tudo, alimentando o blog, vocês me ajudaram a enfrentar esta angustia que carrego a anos da tal hora da "ave maria".
então, só me resta agradecer muito e esperar que eu possa manter o cantinho adoçado (salgado de vez em quando) para vocês desejarem, sempre aparecer por aqui.
a minha cozinha é simples, como já puderam constatar, procuro usar tudo orgânico, apesar de esquecer de mencionar isto na maioria das vezes, usar medidas caseiras para facilitar a vida, usar o mínimo de equipamentos possíveis, usar sempre o que normalmente temos a mão em casa, na fruteira, nas safras de frutas de epóca, aproveitado o temos na geladeira, na horta, no pomar, também é uma cozinha feita de memórias daqui e dali e sobretudo de pessoas caras que já passaram pela minha vida e de pessoas queridas que estão muito presentes na minha vida e no meu coração.

sejam sempre bem vindas (os)!

*-*

só por curiosidade
a minha safra de pitangas, a fruta,

não foi de 5000 não,
a arvore é ainda muito jovem...
e o blog tambem!