para compartilhar sabores e lembranças olfativas daqui e de outras terras...como o nhoque da nona, o arroz com bacalhau de vovô, as almondegas de minha mãe, o risoto de linguiça do meu pai, o thanksgiving dinner da mammy, o german chocolate cake da cindy, o doce de leite de tia mercedes, o doce de cidra da aninha, o doce de mamão da célia, o doce de pera da margarida, as pimentas da celha, os bolos da semiramis, os patês da rosana e por ai vai....


sábado, 29 de setembro de 2012

para refletir com Fernado Pessoa: encerrando ciclos

pensando muito nisto...
desde o ultimo final de semana passado estou limpando armários e gavetas, praticando desapego. 
reciclando energias.



Encerrando ciclos...

Sempre é preciso saber

quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria
e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos,

fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?

Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo
se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo
que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões
que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude

será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa,
seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos,
virando a folha,
seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo

no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará:

não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios,
filhos que se sentem culpados
ou rancorosos com os pais,
amantes que revivem
noite e dia
uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam

e o melhor que fazemos
é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante

(
por mais doloroso que seja!)
destruir recordações,
mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível
é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração
e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço
para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando
nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos
.

Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional

e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando
e nada mais.

Não há nada mais perigoso

que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego
que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas
em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo

é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou,
jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época

em que podia viver sem aquilo,
sem aquela pessoa...
Nada é insubstituível,
um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio,

pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho,
por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente
aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta,

mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.


Fernando Pessoa

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

doce de moranga


esta foto estava perdida nos rascunhos do blog.
este doce foi feito com as morangas do quintal e por alguma razão inexplicável não foi postado no momento oportuno.
o doce não tem nada de especial, além da moranga e açúcar, apenas cravo e coco.


se você desejar conhecer a receita ela poderá ser vista aqui e aqui.


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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

27 anos


acho que até hoje nunca tinha parado para pensar, que já passei a metade da minha vida com o Nick, divindo sonhos, bons momentos, aflições, alegrias, emoções, enfrentando as tempestades da vida, enfim vivendo e construindo um lar.
nestes anos todos houveram dias tranquilos, outros tumultuados, muitos dias alegres, outros nem tanto.
porém, jamais perdi a esperança que o sol sempre volta a brilhar depois da tormenta e que o arco iris aparecerá no azul do céu e o alento virá com ele, em cores.

mas se o arco iris teimar em não aparecer, não tem importância, não me desespero.
me contento com a  biruta, em cores, bailando no fundo azul do céu.
o importante é acreditar na vida e ser feliz!


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terça-feira, 18 de setembro de 2012

ratatuille

apesar do calor terrível, continuo usando muito o forno, especialmente para preparar uma refeição inteira.
neste dia alem dos legumes assados, assei asinha de frango e um arroz de forno, tudo pratico e pronto ao mesmo tempo. 
perfeito para atender a minha correria e o prazer bem e saudável.

ratatuille

fatias grossas de beringela, abobrinha, cebola, pimentão verde e vermelho.
tempero cada um dos legumes com sal  e azeite e depois vou posicionando bem ajustado em pé numa assadeira, por ultimo rego com azeite, orégano, fatias de alho e folhas de manjericão.
assar em forno moderado até que os legumes ganhem um tom dourado.


excelente acompanhamento para assados


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sábado, 15 de setembro de 2012

para refletir com Leila Ferreira: minimamente feliz

muitas verdades neste texto da jornalista Leila Ferreira...
o que vale mesmo, é ser feliz quando dá para ser feliz, mesmo que seja em doses homeopáticas e minimamente feliz.
pense nisto.
bom (e se possível) feliz final de semana para vocês!!!


"A felicidade, ao contrário do que nos ensinaram 
os contos de fadas e os filmes de Hollywood,
 não é um estado mágico e duradouro.
 Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática,
 distribuída em conta-gotas.
  Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, 
uma xícara de café recém-coado,
 um livro que a gente não consegue fechar.
        São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado 
e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e
 médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
       'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece',
 sou adepto da felicidade homeopática.
       Tenho consciência de que são momentos de felicidade
 e vivo cada segundo.
       Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas 
e na primeira pessoa do plural: 
Dá pra ser feliz no singular.
 Podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhados 
e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
       E faz parte da minha 'dieta de felicidade' 
o uso moderadíssimo da palavra 'quando'.
       Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena',
 quando eu tiver um emprego fabuloso'.
 Tudo isso serve apenas para nos distrair 
e nos fazer esquecer da felicidade de hoje.
       Como tantos já disseram tantas vezes, aproveite o momento.
       E quem for ruim de contas,
 recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.
       Podem até dizer que nos falta ambição, 
que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. 
Que digam.
       Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia 
do que viver eternamente em compasso de espera."

(Leila Ferreira)
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

potato salada

temos tido dias de calor intenso, acho que este ano o calor promete.
não sei se os dias estão ficando cada vez mais quentes ou eu que sinto cada dia mais o calor. 
talvez seja o tempo ou talvez seja o "meu tempo", que anda cada dia mais quente.
nestas ocasiões só uma saladinha salva.
esta minha salada é inspirada nas saladas americanas, com um toque ligeiramente adocicado.














potato salada

batatas e cenouras cozidas, azeitonas pretas, maça e ovos cozidos. reservar. para o molho usa 2/3 de xícara de molho tipo maionese, 1/3 de xícara de creme de leite, mostarda a gosto, cebola batidinha e uma pitada de sal e outra de açúcar. guarnecer a gosto.
servir gelada.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

bolinhos de café

como o que mais me falta neste momento é tempo....


rolou um bolinho de café  de liquidificador (receita aqui) feito em forma de cupcake  e uma cobertura bem simples (receita aqui).
tudo isto para dar uma adoçada na vida.

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domingo, 26 de agosto de 2012

para refletir: o ponto negro

nestes últimos dias tenho me esquecido de olhar para o resto da folha....e você tem olhado para o resto da folha??

 

Um ponto preto

Certo professor entrou na sala de aula e propôs uma prova surpresa. Todos ficaram assustados. O professor, como de costume, entregou a prova virada para baixo. Quando puderam ver, para surpresa de todos, não havia uma só pergunta. Havia apenas um ponto preto no meio da folha.


O professor, analisando a expressão surpresa de todos, disse: "Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo." Os alunos confusos começaram a difícil tarefa.


Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas. Colocou-se em frente à turma e começou a ler as redações em voz alta. Todas, sem exceção, concentraram-se no ponto preto, tentando dar explicações plausíveis, por sua presença no centro da folha. Após ler todas, a sala em silêncio, ele disse: "Esse teste não será para nota, apenas serve de lição".


Ninguém falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto preto. Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar, aproveitar. Mas, sempre nos centralizamos nos pontos pretos.


A vida é um presente de DEUS, dado a cada um de nós com extremo carinho e cuidado. Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova. Os amigos que se fazem presentes. O emprego que nos dá sustento. Os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto preto. O problema de saúde que nos preocupa. A falta de dinheiro. O relacionamento difícil com um familiar. A decepção com as pessoas. Os pontos pretos, no entanto, são mínimos diante de tudo aquilo o que recebemos diariamente de bem e de bom. Mas, são eles, os insistentes pontos pretos, que povoam nossa mente.


É preciso tirar os olhos dos pontos pretos, só assim será possível enxergar a imensidão de coisas boas, de luz, de amor e bençãos que estão espalhadas ao seu redor.




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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

vagem do quintal

minha horta acabou...
estas vagens foram colhidas em maio e de lá prá cá não plantamos mais nada.

 
o marido prometeu preparar a terra para um novo plantio, mas não adianta ter pressa.
temos que espera esta seca passar.


 aqui parte da colheita

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domingo, 19 de agosto de 2012

pasta na manteiga e medalhão


desde 14 de maio só sufoco....
primeiro a minha queda, a cirurgia, a recuperação super lenta, difícil e dolorida.
ainda estou longe de estar recuperada, mas já faço bastante coisas. 
meu sonho imediato é poder prender meu cabelo, ainda falta força e extensão suficiente para isto.
dirigir, talvez somente no ano que vem, mas como dizia minha tão querida amiga Welze, vamos devagar...um passo de cada vez.
segundo, neste período da minha recuperação, foram 5 internações da minha mãe, todas em estado grave, dias muito complicados.
esta situação me pegou sem condições físicas e emocionais, mas felizmente pude contar com meu marido, filhos e com meu irmão, sou imensamente grata a eles.
confiante que esta maré passe logo, estou voltando a blogar, saudades imensas de vocês.
grata por não terem me abandonado.

para começar algo bem simples. 


não é nem receita é puro confort food para matar a saudade da comida de casa.
apenas parafuso cozido al dente salteado na manteiga e medalhão grelhado com manteiga de ervas.
puro alento!!


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domingo, 5 de agosto de 2012

para refletir com Jorge Luís Borges - instantes

tenho vivido dias muito duros, desde 08 de julho a saúde da minha mãe está muito complicada.
mas ela segue lutando, embora esteja na UTI e eu sigo ao seu lado.
me perdoem a ausência...

























INSTANTES

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da vida, claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas já viram, tenho oitenta e cinco anos e sei que estou morrendo.

(Jorge Luís Borges)

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sábado, 7 de julho de 2012

para refletir com Eliana Holtz: ouvi dizer

adorei o que li no blog gavetas poéticas
espero que gostem!

Ouvi dizer
Tem horas que a gente inventa o que não existe,
 para não sofrer de realidade.
E vai por ai, de bem-me-quer  em  mal-me-quer se desfolhando,
A gente inventa um jeito de não morrer de solidão,
se faz  em voz no mundo e proclama em desertos.
A gente inventa reinos,
e acredita em  verdades alheias,
e cai em braços sonsos.
Tem horas que a gente inventa a realidade, 

para não descobrir-se forjado demais,
e vai por ai querendo um colo quente,
e braços que sempre nos esperaram,
proclamando verdades vivas,
as nossas.
Tranca a porta dos reinos,
e prefere ter casa para voltar,
e acaba de um jeito ou de outro,
aprendendo a cuidar das próprias feridas.
E fica forte para ter outras,
e aprende a deixar-se cuidar.
A gente sabe que precisa viver,
e vai hasteando o coração,
libertando a alma do mosto,
deixando as marcas do rosto,
entregues ao fluxo do tempo.
E que mal há em ter um tanto de ternura em meio a gente tão certeira?
História a gente inventa,
mas a nossa, a gente conta...


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

rocamboles - mais do mesmo

como não posso ficar escrevendo longas postagens, optei por postar novas fotos de receitas já postadas, mas que vivo repetindo: mais do mesmo.
este rocamboles foram feitos para levar em aniversários dos amigos e almoços com a turma.


aqui os rocamboles recém enrolados


estes foram recheados com amendoim e doce de leite, salpiquei açúcar de confeiteiro e amendoim moído

este foi recheado com doce de leite e nozes

a receita você pode encontrar aqui
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

pão de ervas - mais do mesmo

voltando aos poucos...pelo menos já digitando com mão direita


hoje, sete semanas após ao acidente,sinais de  boas melhoras, menos dor durante o dia, porém ainda grande incomodo durante as noites. chego da fisioterapia acabada.além do trabalho junto as articulações do ombro, cotovelo e punho.iniciei uma nova fase, trabalhar o musculo que foi aberto para permitir acesso à fratura. pouco a pouco tudo vai se acertando, indo bem. estou confiante!
grata pelo carinho, pelas mensagens de melhoras. grata de coração.
 
só para não perder o costume, volto com um pão.
este pão fiz para um almoço, já nem me lembro exatamente quando foi, talvez na sexta feira santa ou na Pascoa?


nada de especial, apenas o velho pão de ervas com cobertura de tomates italiano picadinho, sal grosso e tomilho


a receita voce pode conferir aqui
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sábado, 30 de junho de 2012

para refletir com Cora Coralina: o tempo muito me ensinou

o que mais tenho feito ultimamente é dar tempo ao tempo e ser otimista. sendo assim, escolhi para hoje, compartilhar este poema de Cora Coralina.
espero que gostem.

 

O tempo muito me ensinou:
Ensinou a amar a vida,
Não desistir de lutar,
Renascer na derrota,
Renunciar às palavras e pensamentos negativos,
Acreditar nos valores humanos,
E a ser OTIMISTA.
Aprendi que mais vale tentar do que recuar....
Antes acreditar do que duvidar,
Que o que vale na vida,
Não é o ponto de partida e sim a nossa caminhada "

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quinta-feira, 28 de junho de 2012

re-postagem: almôndegas

esta é a maior memória culinária que tenho dos meus pais.
ontem fez 13 anos que que o pai nos deixou e este era o petisco que ele mais amava, talvez seja por isto que minha as faz tão bem.
por falar na D. Odete, ela está recuperando devagar depois de muitas crises, várias internações, ela é muito forte, além de forte, tem muita vontade de viver.
estas da foto, fui eu que fiz, não ficaram tão bonitas mas ficaram bem saborosas com o sabor da casa dos meus pais.


almôndegas da vó
postagem original aqui

1/2 k de patinho moído duas vezes
4 batatas médias cozidas e amassadas
1 ovo
sal e pimenta a gosto
cheiro verde, 2 dentes de alho e 1 cebola pequena (junto tudo no processador)
1/2 xícara de farinha de rosca
1/2 xícara farinha de milho peneirada

numa tigela tempere a carne moída como os temperos e misture o ovo, em seguida as batatas amassadas, regue com azeite, depois junte as farinhas, faça as bolinhas ou do formato que preferir.
frite em óleo quente, em fogo médio. estas fiz pequenas para aperitivo.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

apiário

gentileza gera gentileza, ainda bem que é assim...

durante muitos anos tanto eu como o marido comprávamos latinhas de cerveja ao redor do mundo durantes nossas viagens de trabalho e íamos colocando no nosso bar, aqui cabe um parenteses, quando nos casamos, o bar fazia parte do mobiliário do nosso primeiro apto.
tínhamos um a cantinho bem gostoso com banquetas e tudo bem ajeitadinho para preparar um blood mary ou servir um bourbon para os amigos, mas com o passar do anos, (diga-se chegada dos filhos) passamos a usar o bar muito pouco. virou quase que exclusivamente um aparador.
bem, mas voltando as latinhas, uma das prateleiras era separada para  guarda-las, depois de uns anos cansamos (entenda-se eu cansei de limpar as latinhas) e elas foram morar numa caixa de papelão. ficaram lá durante anos.
não tínhamos intenção de joga-las fora e esperamos para ver se alguem tinha interesse nesta enorme quantidade de latinhas angariadas no decorrer de mais de 20 anos.
o marido então, se lembrou do Gilberto e da Cláudia, que tem um restaurante maravilhoso e pensamos que eles poderiam aceitar as latinhas e  criar um ambiente bacana para elas.
no dia que a filha chegou de Londres, segundo ela, como fome  atrasada de comida da nossa terra, fomos almoçar lá e levamos as latinhas, a Cláudia adorou e prometeu fazer um cantinho para elas.

para me agradecer, a Cláudia preparou esta cesta de delicias como mel, pão de mel, rosquinhas, sequilhos, casadinhos de goiabada, tudo lá da lojinha do apiário.
adoramos, pois tudo que vem de lá é delicioso e de excelente qualidade.
se você for desta região ou da capital (aprox 130 km de distancia) e desejar um dia comer uma boa comida caseira ou um brunch super especial considere a ideia de visitar o apiário, tenho certeza que você não irá se arrepender.

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